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Leituras Improváveis

um registo digital

Leituras Improváveis

um registo digital

31.12.24

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30.12.24

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If 4 out of 5 people SUFFER from diarrhea…does that mean that 1 enjoys it?

20.12.24

Again, this seems bizarre, since we’re used to assuming that capital and markets are the same thing, but, as the great French historian Fernand Braudel pointed out, in many ways they could equally well be conceived as opposites. While markets are ways of exchanging goods through the medium of money — historically, ways for those with a surplus of grain to acquire candles and vice versa (in economic shorthand, C-M-C', for commodity-money-other commodity) — capitalism is first and foremost the art of using money to get more money (M-C-M’). Normally, the easiest way to do this is by establishing some kind of formal or de facto monopoly. For this reason, capitalists, whether merchant princes, financiers, or industrialists, invariably try to ally theselves with political authorities to limit the freedom of the market, so as to make it easier for them to do so.

excerpt of Debt: The First 5000 Years, by David Graeber

19.12.24

As técnicas de transformação do corpo, desde as realizadas na depiladora mais modesta às das clínicas de cirurgia estética mais sofisticadas, são os sítios onde se sonham quimeras que mostram a dificuldade de lidarmos com a materialidade crua da nossa condição de animais corpóreos. Foi com certeza a este modo de olharmos por nós abaixo que David Le Breton chamou "o corpo como rascunho", na introdução do seu Adieu au corps: "Nas nossas sociedades da afirmação triunfante da individualidade o corpo é aquele que vai à frente. Daí ser tantas vezes vivido como insatisfatório, já que estamos sempre inacabados quando se trata de nos exibirmos no plano social". Talvez que esta seja uma das características que nos separam dos outros animais: estes são corpo, nós somos corporalidade.

excerto de As lentas lições do corpo, de Luís Fernandes

18.12.24

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12.12.24

Os media procuravam sensações, algo que pudesse agitar o alemão mediano. Estes russos desnorteados vinham mesmo a calhar. Faziam-me permanentemente propostas para ir com uma equipa de televisão entrevistar os meus compatriotas numa dessas manifestações. Eu recusava com delicadeza. Sentia pena dos participantes nos Russenkorsos*, era óbvio que sofriam de dissonância cognitiva, de percepções incompatíveis suscitadas por um extenuante visionamento da propaganda televisiva estatal russa. Estas pessoas ficavam a saber pelos noticiários russos que o glorioso exército do seu país libertava os ucranianos das caves e das ruínas das casas, onde tinham sido aprisionados pelos nacionalistas ucranianos e os seus comandantes na Europa. Os russos tomavam-se por libertadores, e todos os outros por fascistas mas queriam simultaneamente libertá-los. Libertá-los de quem? E que pensavam de si mesmos os participantes nestas caravanas de automóveis? Eram os libertadores, os fascistas ou as pessoas que queriam ser libertadas? Tinham pintado nos seus carros retratos de Putin, que conduzia uma guerra contra a Europa e a NATO. Viviam na Europa e com a NATO, mas não se sentiam ameaçados por ele. E agora apareciam diariamente nos noticiários. Na televisão russa eram os oprimidos, na televisão alemã eram idiotas perigosos.
 
Milhares e milhares de compatriotas meus acolhiam ucranianos em casa, ajudavam o mais que podiam, trabalhavam como voluntários nas estações de caminho-de-ferro, faziam donativos de dinheiro e recolhiam roupa. Mas não apareciam nas notícias. Pessoas destas não faziam sensação, eram demasiado normais. Em contrapartida, os turbulentos e os baralhados asseguravam diligentemente elevados índices de audiências. A isto se chamava cobertura mediática equilibrada. Lembrava os tempos do início da pandemia, quando, em muitos talk shows, parecia obrigatório apresentar duas opiniões diferentes, e se convidava sempre, para falar junto dos médicos e virologistas, algum desnorteado que negava a existência do vírus, por um lado, e simultaneamente afirmava que Bill Gates se servia dele para se tornar senhor do planeta. E, por mais absurda que parecesse esta opinião, os espectadores ficaram com a impressão de que na sociedade havia duas opiniões equiparáveis sobre o assunto. Nos debates sobre o coronavírus, os programas de televisão reconheceram muito rapidamente o erro e simplesmente deixaram de dar voz a opiniões que eram alvo de crítica generalizada. Mas, nos debates sobre a Ucrânia, os Russenkorsos forneciam imagens das quais ninguém queria prescindir. Eram simplesmente demasiado loucas. Consequentemente, muitas pessoas começaram a pensar que todos os russos da Alemanha estavam a perder o juízo
 
* Russenkorsos - caravanas de automóveis pró-Rússia, conduzidas por russos emigrados na Alemanha
 
excerto de Pequeno-almoço à beira do Apocalipse, de Wladimir Kaminer (Zigurate)
 

03.12.24

Lending Out Books

You’re always giving, my therapist said.
You have to learn how to take. Whenever
you meet a woman, the first thing you do
is lend her your books. You think she’ll
have to see you again in order to return them.
But what happens is, she doesn’t have the time
to read them, & she’s afraid if she sees you again
you’ll expect her to talk about them, & will
want to lend her even more. So she
cancels the date. You end up losing
a lot of books. You should borrow hers.

 

from My Therapist Said, by Hal Sirowitz

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