The Piano Sonats
Ludwig van Beethoven
30.11.25
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30.11.25
29.11.25
Um estafeta de uma conhecida aplicação móvel de entregas de comida ao domicílio reflecte sobre as suas condições laborais e sobre a sociedade consumidora deste tipo de serviços, enquanto pedala na bicicleta onde passa 12 horas por dia. Decidiu, hoje será o seu último dia de trabalho. Uma excelente curta metragem sobre a chamada gig economy, cheia de reflexões filosóficas, considerações ontológicas, e com um remate final estupendo. Rir continua a ser um bom remédio, embora por vezes sirva só como paliativo. (Clickar na imagem para ver a curta metragem)
28.11.25

Henry Ford II: Walter, how are you going to get those robots to pay your union dues?
Walter Reuther: Henry, how are you going to get them to buy your cars?
27.11.25

A História mostra que não existe uma forma natural de as partes do sistema mundial se organizarem. Nem o sistema possui qualquer propensão inata para se conservar estático, nem as partes para pernanecerem num determinado padrão. Muitas vezes no passado o pêndulo do poder ficou exactamente equilibrado entre dois polos no sistema e nenhuma necessidade histórica inerente ditava que alguém conquistasse uma posição hegemónica. O facto de a Europa se ter destacado no século XVI, substituindo o Médio Oriente como o cerne do sistema mundial, não pode ser usado para defender que apenas a cultura e as instituições europeias poderiam ter sucesso. De facto, como argumenta um historiador, a Europa nem sequer teve de inventar o sistema, uma vez que o trabalho de base essencial já estava disponível no século XIII, quando os europeus se encontravam ainda a viver numa remota periferia. Bastava mudar as regras e reorganizar as peças. Em última análise, o facto de Lisboa, Amesterdão e Londres se terem sucessivamente tornado a pedra angular do sistema foi um facto contingente. Poderia facilmente ter sido o Cairo, Tabriz ou Hangchou.
excerto de O despertar da Euroásia - Em busca da Nova Ordem Mundial, de Bruno Maçães (Temas & Debates)
26.11.25

25.11.25

Khashdrahr stopped translating and frowned perplexedly. "Please, this average man, there is no equivalent in our language, I'm afraid".
"You know", said Halyard, "the ordinary man, like, well, anybody - these men working back on the bridge, the little man, not brilliant but good-hearted, plain, ordinary, everyday kind of person".
Khashdrahr translated.
"Aha", said the Shah, nodding, "Takaru".
"What did he say?"
"Takaru", said Khashdrahr. "Slave".
"No Takaru", said Halyard, speaking directly to the Shah. "Citizen".
He grinned happily, "Takaru-Citizen, Citizen-Takaru".
"No Takaru!", said Halyard.
Khashdrahr shrugged. "In the Shah's land there are only the Elite and the Takaru".
excerpt from Player Piano, by Kurt Vonnegut, Jr
24.11.25

Os seres humanos são seres sociais e os seus comportamentos não acontecem de forma isolada. Pelo contrário, ocorrem normalmente em contextos em que outras pessoas os podem observar, julgar e relatar a quem não estava presente. O modo como estes observadores julgam as acções de uma pessoa, pode condicionar o que ela decide fazer. A simples previsão de que os outros podem desaprovar os nossos actos é, muitas vezes, suficiente para pensarmos duas vezes acerca deles.
Com base nesta ideia, este livro tentou centrar a discussão acerca dos motivos que explicam as comportamentos políticos das pessoas não em torno das suas ideias políticas, mas antes das normas sociais que definem o leque de condutas e ideias considerados aceitáveis ou desejáveis. Dado que o seu desrespeito pode ter repercussões sociais, estas regras informais podem fazer com que os indivíduos não expressem as ideias politicas que têm em privado. O exemplo que analisei nesta obra foi o das ideias e comportamentos associados à direita radical. Havendo pressão social contra a manifestação pública de apoio a tal ideologia, muitos dos seus simpatizantes coibem-se de o mostrar.
Partindo desta ideia, a teoria da normalizaçãopropõe que o avanço da direita radical em tantas democracias ocidentais deve ser entendido, pelo menos em parte, como um processo de mudança nas normas sociais vigentes. Muitas pessoas que já tinham ideias de direita radical, mas não estavam dispostas a expressá-las, estão a sentir-se cada vez mais à-vontade em agir com base nelas. Este aspecto é essencial porque permite explicar como é que a direita radical (e os comportamentos a ela associados) podem, por vezes, registar um crescimento tão rápido. Se estas acções são realizadas por pessoas que já tinham ideias de direita radical em privado, o seu número pode aumentar muito depressa, porque tal não implica que tenham realmente mudado o que pensam o que seria um processo muito mais lento. Tudo o que quer dizer é que estas pessoas se sentem, agora, mais confortáveis para manifestarem o que já anteriormente pensavam.
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