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Leituras Improváveis

um registo digital

Leituras Improváveis

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Porque estamos a ficar mais burros

Uma hipótese explicativa

18.11.25

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A democratização do acesso a meios de comunicação de massa, possibilitando a expressão e difusão da opinião de tudo por todos, trouxe à tona uma espécie de lobotomia colaborativa. O meio continua a ser a mensagem, mas hoje o meio é a multidão, a cacofonia. Para fazer passar a mensagem num mundo onde a atenção rareia, importa comprimir e simplificar ao máximo. Treinar modelos de Inteligência Artificial sobre conteúdos de qualidade duvidosa, no mínimo, tem o potencial para aprofundar uma tendência degenerativa das nossas capacidades cognitivas. 

Artigo integral

Como usar o Pressreader

Um povo traído, de Paul Preston

Corrupção, incompetência política e divisão social na Espanha moderna, 1874-2018

12.11.25

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De vez em quando, o excesso de zelo de funcionários locais produzia maiorias que ultrapassavam os 100 por cento do eleitorado. Havia casos em que os resultados eram publicados antes de as eleições se realizarem. Com o avançar do século, depois da introdução do sufrágio universal masculino, a falsificação tonou-se cada vez mais difícil e, se não conseguissem o número de votos necessário, os caciques às vezes registavam os mortos no cemitério local como eleitores. Em Madrid em 1896, os eleitores ficticios, conhecidos por Lázaros, receberam os nomes de eleitores falecidos. Muitas vezes, bandos de eleitores pagos eram enviados de aldeia em aldeia para votar no partido do governo. Em 1879, Romero Robledo usou a técnica das «brigadas móveis - 200 aragoneses correram Madrid de secção de voto em secção de voto para votar. Conta-se que um homem votou quarenta e duas vezes. A alteração da lista eleitoral ou o acréscimo ou subtração de votos era conhecida por pucherazo ou tupinada, ou encher o pote. Às vezes, eram colocados anúncios na imprensa local dizendo, falsamente, que um adversário retirara a sua candidatura. Mais comum era alterar o horário das eleições para que eleitores hostis não chegassem a tempo ou mandar rufiões intimidar eleitores rivais. Outras vezes, as urnas de voto eram colocadas em lugares onde os eleitores não quereriam ir, num hospital de doenças contagiosas, numa pocilga ou num telhado alto.

excerto de Um povo traído - Corrupção, incompetência política e divisão social na Espanha moderna, 1874-2018, de Paul Preston (Edições 70)

 

08.11.25

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Os Zimpsonoviches voam para Nova Yorque. Zimpsonovich é entrevistado por um funcionário do departamento de imigração:

'Diga-me, qual é a situação política no seu país?' pergunta o funcionário.

'Bom, não me posso queixar', diz Zimpsonovich.

'Certo', diz o funcionário, confuso, 'qual é a situação dos direitos humanos no seu país?' pergunta o funcionário.

'Bem, para dizer a verdade, eu não me posso queixar', diz Zimpsonovich.

'Ok, e como é a situação económica?'

'Na realidade, não me posso queixar', responde novamente Zimpsonovich.

'Bem', diz o exasperado funcionário, 'porque deseja então sair da  União Soviética?'

'Não me posso queixar', diz Zimpsonovich.

 

O ponto G

(afinal existe, e fica na Costa Vicentina)

06.11.25

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