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Leituras Improváveis

um registo digital

Leituras Improváveis

um registo digital

08.10.25

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[3 DM - três anos após a morte de Elon Musk - causada por excesso de implantes cerebrais]

- eleitor pode votar nas redes sociais, em app própria para o efeito, ou em pensamento telepático dirigido à CNE.

- reconhecimento biométrico valida a sua inscrição nos cadernos eleitorais

- IA pode sugerir voto, com base em dados recolhidos diariamente, a partir da utilização da web feita por cada eleitor

- no EBay, OLXs e quejandos, forma-se um mercado secundário de direito de votos, em que partidos trocam bitcoins por orgãos vitais votos

- o período de reflexão é eliminado, pois existe um desconhecimento generalizado do significado do verbo reflectir

- AT sorteia vinte garrafões de azeite entre os eleitores que fizerem prova de ter votado, mas acrescenta esse valor à matéria colectável em sede de IRS (cinco garrafões é o equivalente a um Audi topo de gama)

- o Rato Mickey, após acesa disputa com o Pato Donald, é o putativo candidato à presidência dos EUA pelos republicanos

- os democratas ainda estão bastante indecisos entre Elvis Presley e um cacto do deserto (Carnegiea gigantea)

 

09.10.24

Como muito bem se sabe, no princípio não havia água.
Só havia o verbo.
Depois apareceram o sujeito e o complemento directo.
Mas de água, nada.

Então todos começaram a beber vinho e deus achou que era bom.
E lá isso era!

No entanto, com o aparecimento das primeiras culturas
do tipo comercial, tornou-se evidente
a falta de qualquer coisa
que pudesse aumentar a produção do vinho
e torná-lo mais rentável.

Era a água, claro.

Mas não havia água, como já fizemos notar.
As primeiras pesquisas,
então ainda bastante primitivas,
levaram à descoberta da água-pé.

Embora curiosa, essa descoberta não resolveu,
de forma alguma, o fim pretendido.
Continuava a não haver água. As pesquisas prosseguiram.

Felizmente o homem é assim, nunca desiste.
É isso que faz o progresso.
E largos tempos passados chegou-se a nova descoberta:
a aguardente.

Era melhor, não duvidemos, mas realmente não era o desejado.
Faltava a água. Definitivamente.
As civilizações pastoris, no seu nomadismo constante,
descobriram, acidentalmente, a água-bórica que,
aliás, nunca serviu para nada. Coisas de nómadas.

Foi então que no seio das culturas orientais
mais avançadas tecnologicamente,
surgiu a grande invenção:
um misterioso pó branco que,
deitado em mínima quantidade num litro de água,
o convertia,
quase milagrosamente,
num litro de água.
ESTAVA INVENTADA A ÁGUA

Inicialmente rara e só usada para fazer vinho,
tornou-se no entanto com o desenvolvimento industrial,
bastante acessível e abundante.

Ergueram-se os primeiros lagos,
deu-se início aos rios pequeninos e,
finalmente surgiram os rios maiores,
aqueles muito grandes,
que consta várias pessoas já terem visto por aí.


Este progressivo desenvolvimento líquido
teve como consequência
o aparecimento de poderosas civilizações marítimas,
que se desenvolveram de tal maneira que nos puseram
no brilhante estado em que nos encontramos.

É o que fazem as invenções.

No entanto, e mesmo com a actual abundância,
não devemos abusar, dada a tremenda
explosão demográfica que se está registando.

Parece-nos mais prudente beber gin. Sempre.

 

29.07.24

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